Relativamente às línguas chinesas, a
China é um país
que possui múltiplas etnias, e por causa disso, tem múltiplas línguas e
escritas.
Existem 56 etnias vivendo na China, dentro delas a Han é a maioria, a
qual ocupa 91,59% da população chinesa, segundo o dado do final do ano 2000.
Por isso, o mandarim é a língua oficial da China. Entre as 55 minorias étnicas, apenas a Hui e a Man
usam em comum o mandarim e não falam mais as suas próprias línguas. As outras
53 minorias étnicas usam suas próprias línguas, algumas delas falam mais de uma
língua. Por exemplo, a etnia Dai fala quatro línguas diferentes em regiões
residenciais diferentes. Segundo a estatística, as minorias étnicas chinesas
usam em total cerca de 80 línguas faladas.
Até a fundação da nova China no ano 1949, havia 21
minorias étnicas na China que tinham suas próprias escritas, e em total elas
usavam 24 tipos de escritas diferentes. Depois de 1949, para não perder as
línguas de 13 etnias, o governo chinês ajudou a criar as suas escritas segundo as línguas faladas.
Aí, nasceram mais 16 línguas escritas novas. As minorias étnicas chinesas
possuem hoje em total 40 tipos de escritas.
Hoje em dia, as escolas que são frequentadas
principalmente por alunos de minorias étnicas ensinam em suas próprias línguas,
usando livros escolares escritos em suas próprias escritas.
No que diz respeito à escrita e a sua influência na História, a escrita chinesa tem uma
história de mais de 3.000 anos. Nasceu das inscrições gravadas em ossos ou
cascas de tartarugas da Dinastia Shang, a qual começou no século 16 e acabou no
século 11 Antes de Cristo.
A escrita chinesa tinha muitas influências em países vizinhos
ao longo da sua história. Começou a ser usada no Vietnã . No século 13
criaram-se caracteres fonéticos Vietnamitas, que eram usados paralelamente com
caracteres chineses até ao começo do século 19. Daí, começou-se a usar uma nova
escrita latina no Vietnã, a qual foi formada a escrita oficial vietnamita em
1945 pelo mandato do governo vietnamitas.
No século dois, espalhou-se a escrita chinesa na Coreia,
e desde então, foi utilizada durante de 1.700 a 1.800 anos nesse território. Em
1944, promulgou-se a escrita coreana, para ser usada de forma mista com a
escrita chinesa. Em 1948, formou-se a Coreia do Norte. Aí, aboliu-se a escrita
chinesa no Norte e começou-se a usar a nova escrita alfabética. Na Coreia do
Sul, existem até hoje 1.800 caracteres chineses habitualmente usados em
faculdades e colégios.
No século 3 a escrita chinesa chegou no Japão.
Depois, criou-se "kandi" japonesa através da simplificação da escrita
chinesa. No século sete, surgiu a língua japonesa mista, com caracteres
chineses e kandi. Hoje no Japão, usa-se principalmente o kandi, e em parte
caracteres chineses. Em 1981, publicou-se no Japão uma lista de caracteres
chineses usados habitualmente, a qual incluiu 1.945 caracteres chineses.
A escrita em uso hoje na China foi simplificada da escrita tradicional
chinesa. Os caracteres singulares, inscritos de modo inconfundível, têm sido
usados há milhares de anos em todo o mundo para significar ideias e coisas. A
escrita chinesa é uma das mais antigas conhecidas e a única língua arcaica
ainda viva. Constitui um factor de coesão da nacionalidade e um traço de
ligação entre a China e outras nações.
A imagem acima exposta que identifica a
escrita chinesa, mostra um produto exposto para venda num supermercado chinês,
sendo vem visível os caracteres que identificam a escrita deste país.
Carina Santos (2011251)
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